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Educação financeira na infância

Atualizado: 3 de ago. de 2022

Você acredita que se tivesse tido acesso à educação financeira em algum momento da sua infância, suas decisões em relação ao seu planejamento de vida poderiam ter sido diferentes?


Sabemos que, em países de primeiro mundo, a educação financeira nas escolas é presente e tem como consequência a formação de adultos mais seguros e preparados para tomarem decisões financeiras importantes ao longo da vida, construindo uma relação muito melhor com o dinheiro.


Infelizmente, no Brasil, a educação financeira ainda está longe de alcançar um patamar satisfatório, especialmente quando comparamos o cenário nacional com o de países mais desenvolvidos. Muito além de aprender a economizar, cortar gastos desnecessários, poupar e acumular quantias em dinheiro, ser educado financeiramente faz com que qualquer pessoa passe a buscar uma qualidade de vida melhor, além de proporcionar a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e obter uma garantia para eventuais imprevistos.


Com o intuito de mudar esse cenário, em 2018 o CNE (Conselho Nacional da Educação) aprovou a inclusão da educação financeira na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), referência para a elaboração dos currículos escolares e propostas pedagógicas, e em Janeiro deste ano (2021) todas as escolas brasileiras foram instruídas à adicionar a educação financeira como tema transversal na grade curricular, conforme as diretrizes da BNCC, que prevê o mínimo que deve ser ensinado nas escolas desde a educação infantil até o ensino médio. Na prática, o tema deverá ser inserido dentro de algumas matérias, como matemática, por exemplo. Além disso, pode também ser ofertado como disciplina optativa, na qual a escola ou turma terá a liberdade de escolher para compor a grade curricular.


Em âmbito nacional, o MEC (Ministério da Educação) trabalha em uma iniciativa com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para disseminar a educação financeira nas escolas brasileiras. A proposta é capacitar 500 mil professores ao longo de três anos, através de cursos EAD com carga horária de 40 horas, para que possam levar a educação financeira às salas de aula. No dia 26 de maio, o Banco Central anunciou em seu perfil no Twitter o lançamento do programa Aprenda Valor, com o objetivo de oferecer às escolas base teórica para inserir as finanças nas aulas tradicionais.


Apresentadas em diferentes formatos e sem custo adicional aos pais, as disciplinas estão disponíveis, por enquanto, apenas em escolas particulares para alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio.


No final do mês de maio a Forbes Money listou 15 instituições que já oferecem aulas sobre educação financeira: Avenues (SP), Porto Seguro (SP), Maple Bear (SP), Colégio Pentágono (SP), Colégio ACM (RS), Colégio Everest (RJ), Colégio Dante Alighieri (SP), Colégio Domus Sapientiae (SP), Colégio Ábaco (SP), Colégio Marista Arquidiocesano (SP), Colégio Ítaca (SP), Colégio Mackenzie (SP), Colégio Santo Américo (SP), Colégio Mobile (SP) e Fundação Getúlio Vargas (SP).


Não podemos deixar de lado a responsabilidade dos pais para que o tema seja abordado e desenvolvido dentro de casa e no dia a dia, não deixando a responsabilidade apenas para as escolas. O acompanhamento dos pais é de extrema importância, identificando o momento certo para abordar com naturalidade o assunto.

Preparar as crianças e os jovens para desenvolverem soluções diante de possíveis problemas que poderão enfrentar no cotidiano, é uma forma de deixar o tema humanizado.


Eles podem ter conhecimentos e noções de organização, prioridade e investimento que a nossa geração não teve, desenvolvendo a capacidade de planejamento quanto ao futuro e de compreender como suas ações no cotidiano impactam em seu orçamento a curto, médio e longo prazo.


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